Pamela Ann Moore era uma jovem inglesa que chegou a Portugal na primavera ou no verão de 1942, depois de ter escapado de França, onde tinha sido presa pelos alemães quando estes invadiram França. Esta fotografia foi tirada nas Caldas da Rainha, onde ela passou um período.
Na próxima segunda-feira os netos – Brett e Ross Gilbert - vêm a Portugal, para percorrer os caminhos que a avó calcorreou em Lisboa e nas Caldas da Rainha, e também numa operação de angariação de fundos para uma organização de combate ao cancro.
Em 1939 Pamela Moore estava em França a trabalhar como governanta numa casa rural que os descendentes não conseguem identificar. Neste local conhece um certo Jacques que a família tenta identificar até hoje.
Quando os alemães ocuparam França, em Maio de 1940, foi capturada perto de Chartres, e encarcerada no Campo de internamento de Civis de Besançon. É transferida, possivelmente já em 1941, para o campo de Vittel, em Vosgues. Neste complexo, onde existia um hotel, estavam internados mais de mil civis do lado Aliado, a maioria mulheres e crianças.
Em princípios de 1942 consegue escapar do campo, com outra mulher inglesa chamada Audrey Eddington. Em abril desse ano estava a Lyon, na Franca governada por Vichy. As duas mulheres separam-se.
Daqui em diante o percurso não fácil de confirmar. Possivelmente terá feito uma das rotas do sul de França até aos Pirenéus para entrar em Espanha. Algum tempo depois está com residência fixa nas Caldas da Rainha, cidade onde foi tirada a fotografia que está no topo deste artigo. Não se sabe o tempo que passou naquela cidade, nem o dia em que terá abandonado o país.
A partida aconteceu certamente de Lisboa, num dos voos da BOAC, que ligavam a capital portuguesa a Bristol. Não há uma data concreta, mas os netos julgam que terá tido lugar entre junho e agosto de 1942. O mais certo é que tenha sido num dos primeiros dias do último mês.
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Pamela Ann Moore em Inglaterra e recorte de imprensa com o reencontro das duas mulheres que tinham escapado do campo de prisioneiros civis alemão.
(Fotos cedidas por Brett e Ross Gilbert)
A 10 de agosto um artigo do jornal “Daily Mirror” confirma a sua presença em Inglaterra e, no mês seguinte, casou-se com David Mailey.
Meses mais tarde reencontrou-se, em Inglaterra, com Audrey Eddington, a sua companheira de fuga.
Os netos – Brett e Ross Gilbert – tentam reconstruir a história da avó e por estes dias estão na estrada num “Ford Ka”, de 2005, para refazer os caminhos percorridos pela avó. Atravessaram o canal e entraram em França a 23. A 24 estiveram em Bordéus. No dia 25 estiveram em Espanha e no dia seguinte em Braga. Hoje, dia 27, chegam a Cascais, em Vila Galé, pelas 18 horas. Pretendem também visitar as Caldas da Rainha na manhã do dia 28.
O trabalho de pesquisa pode ser encontrado no faceboock em: https://www.facebook.com/profile.php?id=61568119233348
Esta viagem de automóvel pretende ainda angariar fundos para a “Big C”, uma organização de caridade que combate o cancro através da pesquisa, da educação e do apoio à aquisição de equipamentos. Os contributos podem ser feitos através do link: https://www.justgiving.com/page/brett-ross-rally
Carlos Guerreiro
Fontes:
Brett and Ross Gilbert

