Cidade da Horta, primeira metade do Século XX
Gartavon
(GB)
Capitão: George Smith Hunter
Tipo: Vapor mercante
Tonelagem: 1,777 TB
Proprietário: Gart Line Ldt.
Porto: Glasgow
Construção: Liverpool
Os 24 náufragos do mercante inglês Gartavon chegaram ao porto da Horta, nos Açores, a bordo do vapor sueco Castor a 11 de setembro de 1939, quatro dias depois do navio ter sido atacado pelo submarino alemão U-47.
O navio estava em viagem quando rebentou a guerra, mas cumpriu as instruções dadas a 3 de setembro pelo Almirantado realizando, nomeadamente, ziguezagues para escapar a possíveis ataques. Pelas 18.30 horas do dia 7 emergiu a estibordo um submarino que pouco depois abriu fogo.
Os 25 homens da tripulação receberam ordem para abandonar o navio e juntaram-se no salva-vidas de bombordo. O comandante do U-boat, Günter Prien, deu ordens para suspender o bombardeamento quando o salva-vidas estava a descer, e depois exigiu aos náufragos que se aproximassem para conversar com eles. Autorizou-os a voltar ao navio para arriar outro salva-vidas se fosse necessário. Não poderiam, no entanto, utilizar o rádio para pedir ajuda. Como a baleeira em que se encontravam estava homologada para 35 pessoas a oferta foi recusada pelo comandante britânico.
O alemão ofereceu também comida e água, mas os náufragos recusaram mais uma vez.
Prien disse-lhes ainda que o barómetro garantia a continuidade de bom tempo e que avisaria o primeiro neutral que encontrasse sobre a sua presença.
O navio foi afundado após terem sido disparados cerca de 40 projéteis.
Pelas 11 horas da noite avistaram luzes do vapor sueco Castor que os procurava depois de ter recebido o SOS enviado pelo oficial de comunicações do Gartavon, no início do ataque.
Carlos Guerreiro

