Marinheiro no navio grego Granicos
Local de nascimento – Válega, Ovar
Data de nascimento –
Data de falecimento –
Pai – Francisco Rodrigues
Mãe – Maria Rodrigues
Em julho de 1943 as autoridades portuguesas receberam, dos serviços consulares em Itália, a informação de que Joaquim Rodrigues de Sá se encontrava internado num campo de concentração transalpino. Tinha sido capturado depois do navio grego em que trabalhava - o "Granicos" - ter sido afundado.
Joaquim de Sá era um dos quatro portugueses a bordo do "Granicos" quando o navio foi torpedeado pelo submarino italiano "Giuseppe Finzi", a 28 de março de 1943. O cargueiro transportava minério de ferro e encontrava-se ao largo da Libéria, em África, quando se deu o ataque.
Tudo aconteceu muito depressa e o peso da carga fez com que a embarcação fosse para o fundo de forma rápida.
Apenas houve dois sobreviventes e é possível que ambos fossem portugueses. Um foi recolhido pelo próprio submarino e levado para Itália, e o outro foi encontrado pelo navio tanque britânico "Leighton" a 4 de abril. Não foi, no entanto, possível apurar os nomes dos outros cidadãos nacionais.
Joaquim Rodrigues de Sá terá sido desembarcado em Bordéus a 21 ou 22 de abril de 1943. Foi enviado para Roma, onde foi interrogado, e acabou por ser internado num campo de prisioneiros perto de Génova. Foi nesta altura que o consulado português em Roma terá tentado organizar a sua libertação.
O processo estaria ainda em aberto quando a Itália mudou para o lado Aliado. Rodrigues de Sá passou para a guarda dos alemães que o transferiram primeiro para o campo Stalag 7A e depois para o Stalag 8B. Foi libertado a 13 de julho de 1944 e chegou a Lisboa de avião.
Carlos Guerreiro
Fontes:
Biblioteca Central de Marinha - Arquivo Histórico § https://www.sixtant.net/ §

